O Eterno, nosso D’us, falou a Moshê (Moisés) da seguinte forma:
“Ordena a Aharon (Aarão) e a seus filhos, dizendo: Esta é a lei da oferta de elevação: A oferta de elevação ficará queimando sobre o fogo do altar a noite toda, até pela manhã, e o fogo do altar deve arder nela” (Vayikrá/Levítico 6:2).
“Sobre o fogo” – segundo o Talmude da Babilônia (TB) (Yoma 45), essa expressão refere-se ao fogo principal do altar, o maior de todos. Além desse fogo maior, havia também fogos menores que o auxiliavam.
É interessante notar aqui uma bela lição de humildade: mesmo aquilo que é grandioso — como o fogo principal sobre o altar — depende de elementos menores para cumprir plenamente sua função. O grande não se sustenta sozinho; ele também precisa do apoio do que é aparentemente pequeno.
Diferença entre pessoas comuns e Cohanim
Podemos perceber isso também na diferença entre pessoas comuns e os Cohanim. Quando rezamos a Shemone Esre (a Amidá, a oração das dezoito bênçãos), devemos nos curvar apenas no início e no fim da primeira bênção e no início e no fim da bênção de agradecimento (Modim). Por outro lado, os Cohanim tinham que se curvar no início e no fim de cada bênção (TB Berachot 34).
O comentarista Rashi explica isso da seguinte maneira: “Quanto maior uma pessoa é, mais frequentemente ela deve se curvar para permanecer humilde e modesta”. Essa ideia é sugerida aqui com o maior fogo sobre o altar. Na Torá, a letra “Mem” (מ) na palavra “mOKDA” (fogo) é escrita menor do que as demais letras.
“E o fogo do altar deve arder nela” – o que significa “nela”?
A Torá não pode estar se referindo ao altar, mas ao tempo (à expressão anterior “toda a noite”): “A oferta de elevação ficará queimando sobre o fogo do altar a noite toda”. Assim explica Rashbam, neto de Rashi.
Fogo celestial e fogo terreno
Há, no entanto, uma outra possível interpretação.
Segundo o Midrash Rabá (Tzav 7), o fogo celestial descia e aquecia o altar por dentro e por cima, enquanto o fogo comum, terreno, queimava na parte superior. O fogo celestial sustentava o fogo terreno. Por isso, a madeira e o bronze do altar não eram consumidos.
O altar não desmoronava
Essa é a resposta para como era possível que o altar não desmoronasse, apesar do fogo ter queimado ali continuamente por centenas de anos. O fogo celestial dentro/sobre o altar mantinha o fogo comum afastado do próprio altar, onde os sacrifícios eram consumidos
A palavra bo (“nele“, mas em português faz sentido “nela”) pode ser explicada da seguinte forma: o fogo celestial do altar arderá “nela” — dentro e sobre o altar.
Os sábios dizem (BT Zevachim 61b) que o fogo que descia do Alto vinha sobre o altar como um leão. Por isso, a Torá afirma em vários lugares que os sacrifícios devem ser colocados sobre a madeira que está sobre o fogo. Isso se refere ao fogo que descia do céu para consumir os sacrifícios. O fogo celestial ficava sob a lenha, protegendo o altar contra o desgaste.
O fogo celestial interior e o fogo terreno exterior da alma
O fogo celestial interior simboliza a nossa Neshama (alma). O fogo exterior é o nosso próprio esforço para manter o judaísmo “aceso”.
Se o nosso fogo exterior — o nosso próprio entusiasmo — não fosse sustentado pelo fogo interior da nossa Neshama divina, esse fogo exterior já teria se apagado há muito tempo.
Essa é a simbologia do fogo interior e exterior sobre o altar, que representa o coração do ser humano.
Para alimentar o altar interior de ouro com fogo
Segundo a interpretação simples, o fogo que deveria ser mantido aceso no altar não era o grande fogo no qual os sacrifícios eram queimados, mas sim uma pilha menor de lenha, da qual se retiravam brasas para acender o incenso no altar de ouro.
Esse segundo fogo menor é chamado de “o fogo sobre o altar”, pois servia para alimentar com fogo o altar interior de ouro.
Yechidá — nosso ponto de contato com o Todo-Poderoso
Em um sentido mais profundo, isso se refere ao reservatório da verdadeira identidade judaica — o nível mais elevado da alma, a Yechidá, nosso ponto de contato com o Todo-Poderoso — dentro da nossa Neshamá. Esse nível acende o fogo interior maior, que por sua vez inspira nossa prática diária do judaísmo
Ner Tamid
O fogo sobre o altar é a fonte do nosso Ner Tamid — a luz eterna que arde nas sinagogas. Segundo outras opiniões, a origem do Ner Tamid é a “luz ocidental” — uma lâmpada da Menorá que continuava acesa mesmo com quantidade insuficiente de óleo.
Oferenda de farinha
O Sumo Sacerdote precisava oferecer diariamente um sacrifício que ele mesmo financiava com seus próprios recursos. Metade era oferecida pela manhã e a outra metade à tarde. Esse sacrifício dividido em duas partes tinha que ser completamente queimado.
Aqui trata-se de dedicação, como afirma o Sefer HaChinuch (136):
“O Sumo Sacerdote se entusiasma mais ao trazer seu sacrifício pessoal do que ao trazer um sacrifício pela comunidade”.
O Rabi Yitzchak Abarbanel (1437–1508) compartilha dessa mesma visão. O Sumo Sacerdote realizava isso em nome de todo o povo.
Comece por si mesmo
Mas esse sacrifício também contém uma lição moral: “Melhore o mundo — comece por si mesmo”. Todo o povo judeu deveria obter expiação através do serviço do Sumo Sacerdote, por isso, era apropriado que ele primeiro buscasse expiação para si mesmo através de um sacrifício pessoal.
Uma história do Talmud
Uma história do TB (Bava Batra 58) ilustra essa ideia. O Rabi Yannai era um juiz. Dois homens compareceram ao seu tribunal. Um possuía um jardim com árvores grandes cujos galhos se estendiam sobre o muro e proporcionavam sombra à rua. O outro era um condutor de camelos, cujo animal frequentemente ficava preso nesses galhos. Ele exigia que os galhos fossem cortados.
O próprio Rabi Yannai também tinha árvores com galhos que se estendiam sobre a rua. Seus vizinhos apreciavam a sombra, e esses galhos não incomodavam ninguém.
Ele ouviu ambas as partes e pediu que voltassem no dia seguinte. Durante a noite, mandou cortar seus próprios galhos. Seus vizinhos protestaram, pois gostavam da sombra.
“Depois do julgamento, explicarei tudo”, disse ele.
No dia seguinte, ao retomar o caso, o dono do jardim argumentou: “Mas seus próprios galhos também se estendem sobre a rua!” O Rabi Yannai respondeu sorrindo: “Olhe para o meu jardim. Eu entendi que primeiro preciso corrigir minhas próprias ações antes de exigir isso dos outros”.
Doe também por si mesmo
Há ainda outras razões. Os Cohanim comiam diariamente das oferendas de farinha do povo. Ao trazer sua própria oferenda, o Sumo Sacerdote demonstrava que sua tribo não buscava apenas se sustentar, pois também ofereciam sacrifícios de seus próprios recursos.
Todo o seu serviço no Templo, inclusive o consumo das oferendas, era realizado leshem shamayim (por amor a D’us). Além disso, com essa oferenda, o Sumo Sacerdote expressava gratidão — em nome de sua tribo — por terem sido escolhidos para o serviço do Templo e sustentados pelo povo.
Evitar o roubo
Os Cohanim tinham que retirar uma porção das oferendas de farinha e colocá-la sobre o altar; o restante podiam comer. Se colocassem pouco no altar, isso seria considerado uma forma de roubo. Por isso, o Sumo Sacerdote trazia uma oferenda adicional para compensar. Além disso, ele exercia um papel de exemplo espiritual.
Modéstia e humildade
Se as pessoas vissem que até o Sumo Sacerdote fazia expiação diariamente por seus pecados, aplicariam essa lição a si mesmas. E como se tratava apenas de uma simples oferenda de farinha, isso trazia modéstia e humildade ao sacerdote.
Efeito nivelador
Esse sacrifício simples também tinha um efeito nivelador. Os pobres podiam oferecer uma simples oferenda de farinha quando não podiam pagar por um animal. Se até o Sumo Sacerdote oferecia esse tipo de sacrifício, ninguém precisava se envergonhar.
Aspecto histórico
Aharon participou, contra sua vontade, da construção do bezerro de ouro. Todos os dias, ele e seus descendentes sentiam culpa por isso e buscavam reconciliação. Por essa razão, essa oferenda era completamente queimada. Se os Cohanim a comessem, seria como se nada tivesse sido realmente sacrificado.
GORDURA
“Não deveis comer nenhuma gordura de bois, ovelhas ou cabras” (Vayikrá/Levítico 7:23).
Cada palavra na Torá tem um significado. Por isso, os Chachamim (sábios) também analisam a palavra aparentemente supérflua “nenhuma” (ou “toda”).
O que significa esse “todá”? Uma grande quantidade! Mesmo uma pequena quantidade de gordura — menor que um kezait (o tamanho de uma azeitona) — é proibida.
O Talmude conclui que até mesmo pequenas quantidades de gordura devem ser removidas do animal após o abate, pois até a menor quantidade de gordura proibida não pode ser consumida.
O Talmude descreve uma divergência de opinião sobre se uma quantidade muito pequena de gordura é proibida pela própria Torá ou apenas pelos rabinos.
Dois sábios do Talmude
Rabbi Yochanan (século III) explica que até mesmo uma quantidade muito pequena é proibida pela Torá, pois “qualquer pequena quantidade conta”, e alguém que começa com uma pequena quantidade pode acabar comendo uma quantidade do tamanho de uma azeitona, o que é claramente proibido pela Torá.
Seu cunhado, Resh Lakish, porém, sustenta que menos que o tamanho de uma azeitona foi proibido apenas pelos rabinos.
Hoje em dia, segue-se a abordagem mais rigorosa (lechumrá), mesmo para a menor quantidade de substâncias proibidas.
Prestamos atenção aos pequenos detalhes. Em todas as organizações modernas de kashrut, procura-se evitar qualquer quantidade de substâncias proibidas na produção de alimentos.
Sangue
“Não deveis comer nenhum sangue”.
Maimônides (1135–1204) acredita que o sangue é proibido porque, na antiguidade, estava associado à idolatria:
“Embora o sangue fosse considerado impuro por várias seitas, elas ainda assim o consumiam, pois era visto como alimento para demônios. Ao comê-lo, acreditava-se entrar em contato com espíritos impuros que previam o futuro. Embora ninguém gostasse de sangue, após o abate ele era recolhido em recipientes ou cavidades, e a carne era consumida ao lado. Como se estivesse ‘à mesa’ com os demônios (shedim), acreditava-se que esse ‘banquete’ permitia contato com os espíritos” (Guia dos Perplexos 46:3).
O consumo de sangue e a idolatria
Essas práticas eram comuns, e ninguém duvidava de sua eficácia. A forma como a Torá trata quem consome sangue é quase idêntica à forma como trata a idolatria, como no culto a Molech e seus sacrifícios de crianças: “Voltarei Minha face contra essa pessoa”. Nesse aspecto, o consumo de sangue se assemelha à idolatria.
Aliás, no Templo, o sangue tinha uma função purificadora e expiatória para nossas neshamot (almas). Nachmânides (século XIII) concorda com o sentido literal do versículo: “pois a alma de toda carne está no seu sangue”.
A alma da carne está, portanto, no sangue. Mais adiante, a Torá afirma que devemos ser fortes para não consumir sangue, pois “o sangue é a alma, e não deves consumir a alma junto com a carne”.
Embora o mundo inteiro tenha sido criado para o ser humano — pois ele é o único que reconhece seu Criador — inicialmente só era permitido comer vegetais: “Eis que vos dei todas as ervas e árvores frutíferas” (Gênesis 2). Mas, após o Dilúvio, quando os animais foram salvos pelo mérito de Noach, D’us permitiu abatê-los.
Desde então, a vida animal serve ao ser humano. O corpo do animal foi dado para alimentação, mas sua alma deveria servir como kapará (expiação) no altar. Por isso, a alma não pode ser consumida.
Proibição de misturar o sangue animal com o nosso
Rabbenu Bachya ibn Pakuda (século XI) explica que o sangue animal é destinado ao altar. Além disso, a alma animal está, de certa forma, ligada ao sangue. Os instintos naturais dos animais estão conectados a ele. Por isso, é proibido misturar o sangue animal com o nosso: “você é o que você come”. Se consumíssemos sangue animal, poderíamos absorver características grosseiras e cruéis.
Conter a crueldade
Outros explicam a proibição do sangue como uma forma de conter a crueldade. Uma análise mais profunda sugere que, embora o ser humano tenha recebido certo domínio sobre os animais, não foi intenção que ele os dominasse completamente e os submetesse totalmente à sua vontade.
Nossa própria correção ligada ao sangue
Rabbi Yitzchak Abarbanel (século XV) explica que o sangue distribui a alma por todo o corpo. A frase “a alma da carne está no sangue” refere-se também à alma humana. Nossa alma está no sangue, e por isso nossa tikkun (correção espiritual) no altar também está ligada ao sangue.
Grosseria e crueldade
Além disso, Abarbanel explica que a grosseria e a crueldade surgem quando o sangue animal se mistura ao sangue humano. Como possuímos uma vocação espiritual mais elevada, não nos cabe consumir esse sangue.
“Comido com pele e cabelo”
Além disso, pode-se dizer que o sangue de um animal é a sua alma — ele não possui muito mais do que isso. Quando alguém come carne com sangue, é como se tivesse comido o animal inteiro, com pele e tudo.
O sangue simboliza o espírito
O Rabi David Zvi Hofmann (século XIX) vê a proibição de consumir sangue em conexão com o temor a D’us. O sangue simboliza o espírito, a alma — o componente divino do ser humano. Essa proibição também está ligada à proibição de abater animais fora do Templo (como sacrifício). Matar um animal sem necessidade é, de fato, uma forma disfarçada de assassinato.
Não equiparar o sangue animal ao humano
O Rav Yitzchak Breuer (século XX) analisa a proibição do sangue de uma forma diferente. O sangue é a parte ativa da vida física. Muitas pessoas tendem a equiparar o sangue animal ao humano, mas isso é um erro fundamental.
A rigorosa proibição do sangue estabelece, na verdade, uma distinção entre os desejos animais do ser humano e os instintos puramente animais.
Contra o materialismo
Naturalmente, todo ato de comer é, em certo sentido, um ato animal. Mas justamente ao comer, devemos nos fortalecer para “não consumir o espírito junto com a carne“. Devemos, portanto, resistir ao materialismo, que afirma que toda a nossa existência é apenas física e terrena.
Sacrifício — aproximar-se
Ao oferecer sacrifícios, buscamos nos aproximar de D’us. A palavra hebraica para sacrifício — korban — vem da raiz que significa “aproximar”. Queremos construir uma ponte entre o finito (este mundo) e o infinito (D’us).
Do ponto de vista matemático, isso seria impossível, mas na Torá essa conexão entre o ser humano e D’us se torna realidade. O Rabi Chaim de Volozhin (1749–1821) escreve em sua obra Nefesh HaChaim:
“A conexão entre D’us e os mundos criados é comparada pelos nossos sábios à conexão entre alma e corpo. Assim como a alma do ser humano permanece pura dentro do corpo, também D’us permanece puro em Seu mundo. A alma permeia todos os órgãos do corpo, tanto os puros quanto aqueles cheios de resíduos e excreções. Para a alma isso não faz diferença — sua santidade e pureza permanecem intactas.”
Isso também se aplica a D’us. Ele preenche todo o mundo, inclusive os lugares impuros. Isso não afeta de forma alguma Sua santidade, pureza, essência e unidade indivisível:
“Pois Eu, D’us, não mudei” (Malaquias 3:6).
Como D’us não é afetado por nossas limitações e impurezas, um relacionamento com o Todo-Poderoso é possível.
Submetido a uma consagração mais elevada
Mas como essa conexão através dos sacrifícios se estabelece?
Qualquer pessoa que já esteve em um matadouro sabe que não se trata de um lugar particularmente limpo ou delicado. Ainda assim, os sacrifícios despertavam uma certa “satisfação” no Céu e conectavam este mundo a esferas superiores.
Isso porque até mesmo os níveis mais baixos da flora e da fauna eram elevados, ao serem oferecidos sobre o altar, a uma santidade superior. Após a destruição do Templo, nossas orações passaram a substituir os sacrifícios.
Maimônides (século XII) e Nachmânides (século XIII) discordam quanto ao significado dos sacrifícios. Maimônides explica que os judeus foram ordenados a oferecer sacrifícios para se afastarem da idolatria egípcia. Como não conseguiam abandonar completamente esse costume, foram orientados a direcioná-lo a D’us (Guia dos Perplexos 3:4–6).
Adão já oferecia sacrifícios no Gan Éden
Nachmânides levanta várias objeções a essa visão. Ele afirma que os sacrifícios já existiam muito antes da idolatria. Adão já oferecia sacrifícios no Gan Éden (Paraíso), e também Noach ofereceu sacrifícios ao sair da Arca.
Talvez seja necessário distinguir entre o privado e o público. Nos tempos antigos, antes da construção do Templo, era permitido oferecer sacrifícios em altares privados (bamot), possivelmente como um meio de se afastar da idolatria.
Mas o serviço sacrificial no Templo tinha como objetivo ligar o povo judeu a D’us. O re’ach nichoach — o “aroma agradável” que subia aos Céus — aplicava-se especificamente aos sacrifícios realizados no Templo.
Como os sacrifícios traziam expiação?
Por meio de vergonha substitutiva e identificação.
Na verdade, o pecador — por ter se rebelado contra D’us — deveria ser o próprio oferecido em sacrifício. Mas D’us não quis isso. Ao sacrificar um animal, demonstramos que foram nossas inclinações “animais” que nos levaram à transgressão. Ao observar o sacrifício, percebemos que a parte física da nossa personalidade é transitória e, com o tempo, desaparecerá.
Em pensamentos, palavras e ações
Oferecer um sacrifício promove o arrependimento. Pecamos em três níveis: pensamentos, palavras e ações. Por isso, também corrigimos essas três dimensões.
- O pecador colocava suas mãos sobre a cabeça do sacrifício. Com esse ato, demonstrava que reconhecia que aquele animal estava ocupando o lugar do ser humano.
- Com o vidui (confissão dos pecados), expressava verbalmente seu arrependimento.
- E ao oferecer as vísceras e os rins, demonstrava arrependimento por seus pensamentos (antigamente, acreditava-se que os rins eram a sede dos pensamentos).
O sangue do animal era aspergido sobre o altar para mostrar como o sangue do pecador deveria, em princípio, ser aspergido ali. O sangue do animal tomava o seu lugar.
Um ensinamento audiovisual
Hoje sabemos como o ensino audiovisual é importante. A confrontação do pecador com o sacrifício de um animal tinha um forte impacto sobre ele. Se o sacrifício não produzisse esse efeito, então seria uma abominação — “o sacrifício de um ímpio” (Provérbios 21:27)”.
“Obedecer é melhor do que sacrificar, e dar ouvidos é melhor do que a gordura de carneiros” (I Samuel 15:22).
